
Obra
Fernando Pitta foi um artista plástico com obra tão extensa e variada, que da pequena Tiradentes (MG) conseguia - e ainda consegue - alcançar qualquer lugar do mundo.
Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, Pitta foi um homem que teve papel de destaque ao resgatar Tiradentes como pólo cultural, através de seu trabalho e sua participação ativa na comunidade.
Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, Pitta foi um homem que teve papel de destaque ao resgatar Tiradentes como pólo cultural, através de seu trabalho e sua participação ativa na comunidade.
Sua obra é marcada pela capacidade de aproveitar os mais diversos materiais e cores com seu amplo conhecimento de culturas variadas e suas histórias.
Em constante processo de criação, Fernando transformou a casa, em que morou nos últimos anos de sua vida, uma extensão de sua obra. Cada canto do lugar, tem sua marca. Seus trabalhos estão nas paredes, nos quartos, no banheiro e até mesmo do lado de fora da casa, onde construiu uma varanda “a la Pitta”.
A trajetória do artista também é marcada por sua participação em vários eventos e iniciativas com o objetivo de desenvolver as artes e a cultura em Tiradentes, cidade em que morou a maior parte de sua vida.
Junto com artistas, que também tiveram importância no resgate cultural da cidade mineira, como Lótus Lobo, Roberto Vieira e Maria José Boaventura, Fernando Pitta participou da criação da Casa de Gravura do Largo do Ó (projeto incentivado por Yves Alves), que foi um espaço voltado para a produção artística coletiva, reunindo jovens artistas que se instalavam temporariamente em Tiradentes.
Pitta era um “ativo animador cultural”, como descreveu seu amigo e jornalista cultural do jornal Estado de Minas, Walter Sebastião. Além dos vários eventos culturais que o artista participou, Pitta teve também forte influência na formação de jovens artesãos e artistas de Tiradentes, através da realização de diversas oficinas com seus discípulos.
Pitta
Fernando Pitta nasceu na pequena Matias Barbosa (MG), próxima à cidade de Juiz de Fora. Sua vocação para a arte e seu encanto por Tiradentes, também em Minas, o fez mudar para lá no final dos anos 70. E por lá ficou até o final de sua vida, aos 53 anos, em 2006.
Já foi estudante de medicina e sociologia, mas largou a vida universitária para viver em função pura das artes visuais. Sua mente e estilo de vida livres tornou possível a realização de um trabalho extenso marcado pela diversidade.
Pitta envolveu Tiradentes com seu entusiasmo pelas artes e pela cultura. Com sua forte participação em eventos que hoje mantém o caráter de pólo cultural da cidade, além de sua preocupação em ensinar jovens artistas através da realização de diversas oficinas, é quase impossível encontrar um morador de Tiradentes que nunca tenha ouvido falar no artista. Os habitantes o conhecem de alguma forma, seja por terem visto alguma de suas pinturas, esculturas e gravuras, ou por terem deixado a arte entrar em sua vida através de Fernando Pitta.
Já foi estudante de medicina e sociologia, mas largou a vida universitária para viver em função pura das artes visuais. Sua mente e estilo de vida livres tornou possível a realização de um trabalho extenso marcado pela diversidade.
Pitta envolveu Tiradentes com seu entusiasmo pelas artes e pela cultura. Com sua forte participação em eventos que hoje mantém o caráter de pólo cultural da cidade, além de sua preocupação em ensinar jovens artistas através da realização de diversas oficinas, é quase impossível encontrar um morador de Tiradentes que nunca tenha ouvido falar no artista. Os habitantes o conhecem de alguma forma, seja por terem visto alguma de suas pinturas, esculturas e gravuras, ou por terem deixado a arte entrar em sua vida através de Fernando Pitta.
Reconstrução
Fernando Pitta está morto. Os moradores de Tiradentes afirmam que ele teve grande importância para a cidade, onde viveu mais de 20 anos, mas a maioria não se lembra da data de sua morte.
Os lapsos de memória talvez sejam fruto da influência de Pitta, artista intenso, irrequieto e controverso. Caso sua predileção por música clássica e, em especial, por Mozart, não fosse notória, uma citação a Tom Zé caberia na tentativa de se entender este personagem: “Tô te explicando pra te confundir/ tô te confundindo pra te esclarecer/”.
Fernando era diferente....
Estudou um pouco de medicina, aprofundou-se nos estudos das artes e passou a produzir com diversos materiais, passando da pintura, do artesanato e das esculturas à arquitetura improvisada...
Sua obra refletia sua singularidade ...
... e sua vida e trabalho assustavam alguns ...
Sua personalidade se destacava e confundia ...
E, mesmo com os problemas, tentou transmitir sua experiência...
Ainda não se sabe a real dimensão do trabalho de Pitta e se o reconhecimento, ainda que tardio, virá. Enquanto isso as lembranças de sua vida e obra dão a entender que ainda há muito a ser descoberto.